Punção Venosa

A punção venosa ou punção intravenosa é o processo de obtenção de acesso intravenoso para fins de terapia intravenosa ou para coleta de sangue do sangue venoso ou administração de medicamentos.

Na medicina, este procedimento é realizado por vários tipos de profissionais e cada um tem a sua finalidade, cientistas de laboratórios, médicos, alguns EMTs, paramédicos, flebotomistas, técnicos de diálise, técnicos de enfermagem e outros profissionais de enfermagem. Na medicina veterinária, o procedimento é realizado por veterinários e técnicos veterinários.

É essencial seguir um procedimento padrão para a coleta de amostras de sangue para obter resultados laboratoriais precisos. Qualquer tipo de erro na coleta de sangue ou depósito dos tubos de ensaio pode levar a resultados laboratoriais errôneos.

A punção venosa é um dos procedimentos invasivos mais rotineiramente realizados e é realizada por qualquer um dos cinco motivos:

1 – obter sangue para fins de diagnóstico;
2 – para monitorar os níveis de componentes do sangue (Lavery & Ingram 2005);
3 – administrar tratamentos terapêuticos incluindo medicamentos, nutrição ou quimioterapia;
4 – remover o sangue devido a níveis excessivos de ferro ou eritrócitos (glóbulos vermelhos);
5 – coletar sangue para uso posterior, principalmente transfusão no doador ou em outra pessoa.

Material:

  • Bandeja para acondicionar o material.
  • Luvas de procedimento.
  • Dispositivo venoso adequado para a rede venosa (considerar o tempo de permanência necessário).
  • Conector de sistema fechado.
  • Algodão com álcool a 70%.

Material para fixação: fita adesiva hipoalergênica ou filme transparente.

  • Garrote.

                 Técnica:

  • Higienizar as mãos.
  • Separar o material necessário.
  • Orientar o paciente sobre o procedimento a ser realizado.
  • Higienizar as mãos e calçar as luvas.
  • Avaliar as condições da rede venosa do paciente, identificando o melhor local a ser puncionado.
  • Garrotear o membro aproximadamente 5 cm acima do local a ser puncionado.
  • Abrir o material com técnica asséptica.
  • Pedir para o paciente abrir e fechar a mão diversas vezes, mantendo a mão fechada até a obtenção do retorno venoso.
  • Fazer antissepsia ampla no local com compressa embebida em álcool a 70% com movimento único de baixo para cima.
  • Inserir o cateter na veia com a mão dominante com o bisel da agulha voltado para cima, em ângulo de 30º, 1 cm abaixo do   local da punção.
  • Após a verificação do refluxo sanguíneo, pedir para o paciente abrir a mão, introduzir delicadamente o corpo do cateter e retirar o mandril (cateter sobre agulha).
  • Soltar o garrote.
  • Adaptar conector de sistema fechado.
  • Fixar o cateter com filme transparente.
  • Reunir o material e deixar a unidade em ordem.

Retirar as luvas.

  • Higienizar as mãos
  • Checar o procedimento em prescrição médica.
  • Fazer anotação de enfermagem, relatando local da punção e dispositivo utilizado.
          Observação:

É necessário retirar o ar do dispositivo antes de realizar a punção venosa. Isso pode ser feito injetando-se soro fisiológico (SF) 0,9% antes da punção no dispositivo ou permitindo o refluxo de sangue no momento da pun- ção até o final do dispositivo.

Tabela – Calibre dos dispositivos venosos periféricos

Calibre do cateter agulhado SCALP Calibre do cateter sobre agulha – JELCO Indicações
19 G 14, 16 e 18 G Necessidade de infusão rápida; requer veia de grande calibre.
21 G 20 G Maioria das infusões; uso comum.
23 G 22 G Crianças maiores (escolares), adolescentes e idosos.
25 G 24 G Veias de pequeno calibre e crianças menores, lactentes e pré-escolares.
27 G 26 G Neonatos e lactentes.

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