Equipe do Hospital São José de Criciúma realiza três transplantes renais em uma única madrugada

Equipe do Hospital São José de Criciúma realiza três transplantes renais em uma única madrugada

Pouco comum e notável

Na madrugada de quinta-feira (8) a equipe especializada do Hospital São José, de Criciúma, realizou em poucas horas três transplantes renais. No mais, isso evidencia o bom serviço, a estrutura eficiente e o alto nível de organização, que integra a rede estadual de saúde catarinense. O hospital foi habilitado a realizar transplantes desde 2019 – desde então já soma um total de 131 transplantes. 
Os procedimentos foram realizados a partir de doadores falecidos e envolveram toda a equipe especializada da instituição. Os órgãos foram transplantados em pacientes da cidade de Criciúma e de outros municípios da região.
Dra. Cassiana Mazon Fraga, a diretora técnica e coordenadora do serviço de transplantes renais do Hospital São José, destacou “Não é uma situação frequente, mas quando acontece, mostra o tamanho que o serviço alcançou. Demonstra que o serviço de transplante renal no Hospital São José está consolidado, em pleno crescimento e contamos com uma grande capacidade técnica para atender demandas complexas como essa”. Cassiana também destaca “Esta é a confirmação de que estamos preparados para crescer ainda mais, fortalecendo nosso papel como referência no Sul de Santa Catarina e ampliando o acesso a um tratamento essencial para pacientes com doença renal crônica. Representa um impacto direto para pacientes e famílias de toda a região Sul de Santa Catarina. A possibilidade de realizar o procedimento mais próximo de casa reduz deslocamentos longos, diminui o desgaste físico e emocional dos pacientes e fortalece a rede de atenção à saúde regional”.

Do transplante

O transplante renal é um tratamento indicado para pessoas com insuficiência renal crônica em estágio avançado, quando os rins deixam de desempenhar adequadamente suas funções de filtrar o sangue e eliminar toxinas do organismo. Nesse procedimento, um rim saudável, proveniente de um doador vivo ou falecido, é implantado cirurgicamente no paciente, oferecendo melhor qualidade de vida e maior expectativa de sobrevida quando comparado à diálise.
Antes do transplante, o paciente passa por uma avaliação médica completa, que inclui exames clínicos, laboratoriais e psicológicos. Essa etapa é fundamental para verificar se a pessoa está apta ao procedimento e se não há contraindicações, como infecções ativas ou outras doenças graves. Após a aprovação, o paciente é incluído na fila de transplantes, organizada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que considera critérios como compatibilidade sanguínea e imunológica, além da gravidade do quadro clínico.
O doador pode ser falecido, em casos de morte encefálica autorizada pela família, ou vivo, geralmente um familiar ou pessoa com vínculo afetivo comprovado. Em ambos os casos, são realizados testes rigorosos para garantir a compatibilidade e reduzir o risco de rejeição do órgão.
VEJA: Especialidade Enfermagem em Transplante de Órgãos e Tecidos

Fonte: Portal SES/SC.
Foto: Hospital São José.

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