Adolescente é atacado no pescoço com estilete dentro de sala de aula em Pinhais

Adolescente é atacado no pescoço com estilete dentro de sala de aula em Pinhais

O que era para ser apenas mais uma noite de aula em um colégio estadual de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, terminou em correria, desespero e uma cena que abalou estudantes, professores e familiares. Um adolescente de 16 anos foi ferido no pescoço dentro da sala de aula após ser atacado por outro aluno, também adolescente, em um episódio que agora é investigado pela Polícia Civil do Paraná.

De acordo com as informações divulgadas até agora, o ataque aconteceu na quinta-feira, 19 de março de 2026, no Colégio Estadual Professor Daniel Rocha, no bairro Jardim Atuba, em Pinhais. Testemunhas relataram que a agressão ocorreu de forma repentina, dentro da própria sala, surpreendendo quem estava no local. A vítima foi atingida no pescoço e precisou ser socorrida com urgência.

Funcionários e equipes de atendimento agiram rapidamente para conter o sangramento até a chegada do socorro. O adolescente foi encaminhado ao Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, em Curitiba, passou por cirurgia e permaneceu internado. Depois do atendimento médico e da estabilização do quadro, recebeu alta hospitalar no sábado, 21 de março, e segue em recuperação em casa.

As investigações apontam que agressor e vítima eram amigos, o que tornou o caso ainda mais chocante para quem acompanha a ocorrência. Em depoimento, a própria vítima afirmou que não havia registrado briga ou desentendimento imediato que explicasse o ataque. Informações iniciais sobre possível bullying com teor homofóbico chegaram a circular, mas, segundo a Polícia Civil, essa linha não foi confirmada até o momento.

Adolescente já teria relatado anteriormente pensamentos violentos

Segundo o delegado ouvido pela imprensa local, o adolescente apontado como autor do ataque já teria relatado anteriormente pensamentos violentos e também intenção de tirar a própria vida. Após a agressão, ele fugiu, mas foi localizado em casa pela Polícia Militar e encaminhado para a Delegacia de Pinhais, onde o caso passou a ser apurado oficialmente.

O episódio reacende o alerta sobre violência no ambiente escolar e, principalmente, sobre sinais que muitas vezes aparecem antes de tragédias. A Polícia Civil destacou que qualquer fala sobre intenção de ferir outras pessoas, cometer crimes ou atentar contra a própria vida precisa ser comunicada imediatamente à direção da escola e às autoridades.

Enquanto a vítima se recupera em casa, a principal pergunta ainda segue sem resposta definitiva: o que levou um adolescente a atacar o próprio colega dentro da sala de aula? Até agora, a motivação continua sob investigação. O caso segue aberto, e a expectativa é que os próximos depoimentos e laudos ajudem a esclarecer o que aconteceu nos minutos que transformaram uma aula comum em um cenário de trauma e preocupação.

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