Um caso pra lá de inusitado chamou atenção em Belo Horizonte nesta semana. Um homem de 40 anos, ainda estudante de enfermagem, acabou preso depois de passar três meses trabalhando como se fosse enfermeiro formado em um hospital da capital. Para enganar colegas e até os pacientes, ele apresentou um diploma falso e até um carimbo com registro inexistente no Conselho Regional de Enfermagem (Coren). O esquema só desmoronou porque a equipe de fiscalização do Coren desconfiou da autenticidade dos documentos e decidiu montar uma operação junto com a Polícia Militar.
Homem atuava como enfermeiro sem ser formado
Segundo as investigações, o suspeito, identificado como Victor Magela de Souza Pitangui, comprou o diploma falso na porta de uma faculdade, de uma pessoa que sequer conhecia.
Além do documento, ele também adquiriu um carimbo com um suposto número de registro no Coren, tentando dar mais credibilidade à farsa.
Fiscalização armou o flagrante
O Coren recebeu denúncias e resolveu checar de perto a situação. Em contato com a faculdade citada no diploma, descobriram que Victor nunca constou na lista de alunos formados.
Com isso, organizaram uma fiscalização durante o plantão dele no Hospital Belo Horizonte, no bairro Cachoeirinha. A polícia foi chamada para acompanhar a ação, e o flagrante foi feito ali mesmo.
Confissão e justificativa surpreendente
Na abordagem, Victor admitiu de cara que o diploma era falso. Alegou que está no nono período do curso de enfermagem e acreditava que não haveria problema em começar a trabalhar como enfermeiro antes de se formar oficialmente. A explicação, claro, não convenceu ninguém.
Risco para pacientes e equipe
O mais grave é que o homem não estava apenas ocupando uma função administrativa. Ele chegou a atuar como supervisor de unidade, orientando profissionais e prestando assistência direta aos pacientes.
Segundo a coordenadora técnica do Coren, permitir que alguém sem formação adequada cuide de pessoas em situação de vulnerabilidade coloca vidas em risco, já que a falta de preparo pode levar a erros graves.
Defesa nega irregularidades
Os advogados de Victor afirmam que contestam a versão de exercício ilegal da profissão e que ainda não tiveram acesso completo ao inquérito.
A defesa garante que os esclarecimentos serão feitos dentro do processo legal e que o acusado está à disposição da Justiça.
Situação atual
O suspeito foi levado à delegacia, onde prestou depoimento na Central Estadual do Plantão Digital. Ele acabou liberado, mas continua sendo investigado pela Polícia Civil. Documentos, crachá e carimbo foram apreendidos. O Hospital Belo Horizonte, onde ele trabalhava, ainda não se pronunciou sobre o caso. Ver Fatos Curiosos de Saúde e Enfermagem – Agosto 2025.





