Na manhã desta sexta-feira (26), a Zona Norte do Rio virou palco de um intenso tiroteio durante uma operação emergencial da Polícia Civil no Complexo da Maré. No meio desse caos, uma funcionária do Hospital Federal de Bonsucesso foi atingida de raspão por um estilhaço de bala enquanto chegava para o trabalho. Ela recebeu atendimento na própria unidade e permanece em observação. O caso mostra mais uma vez como a violência urbana atravessa o caminho de quem só queria cumprir a rotina.
Objetivo da operação
A ação policial tinha como meta capturar lideranças do tráfico. O confronto terminou com a morte de um dos chefes da criminalidade local.
A operação não só assustou moradores como também gerou reflexos em toda a região: a Linha Amarela foi parcialmente interditada, escolas suspenderam as aulas e unidades de saúde municipais tiveram funcionamento prejudicado.
Medo dentro do hospital
A notícia de que uma colega havia sido ferida abalou o clima no hospital. Profissionais de saúde relatam revolta e preocupação com a falta de segurança.
“É revoltante, a gente sai de casa para trabalhar e não sabe se volta”, disse uma funcionária, sem querer se identificar.
Realidade de insegurança constante
Para quem vive ou trabalha na Maré, o episódio é mais um retrato da realidade de insegurança constante. De um lado, a polícia afirma que operações são necessárias para enfraquecer o tráfico.
Do outro, moradores e trabalhadores se sentem reféns de uma rotina marcada por tiroteios e medo, como se estivessem presos em um campo de batalha diário. Ver Tiroteio assusta moradores da Penha e mulher é baleada no Rio de Janeiro.



