Paciente ataca técnica de enfermagem com leite quente dentro da UPA de João Pinheiro

Paciente ataca técnica de enfermagem com leite quente dentro da UPA de João Pinheiro

O que era pra ser mais um plantão comum numa unidade de pronto atendimento virou uma cena absurda de violência. No último sábado, 10 de maio, uma técnica de enfermagem que atuava na UPA de João Pinheiro foi surpreendida por uma agressão que chocou os profissionais de saúde e todos que estavam no local: uma paciente, revoltada com a demora para receber café, atirou leite quente no rosto da profissional. Apesar do susto e da gravidade do ato, a técnica não teve ferimentos aparentes. A jovem agressora, de 22 anos, acabou detida pela Polícia Militar logo após o episódio.

Estresse e violência no lugar onde se busca cuidado

Tudo começou quando a paciente demonstrou irritação pela ausência do café no momento em que solicitou. Ela foi orientada a procurar a copeira, que estaria no corredor, e chegou a sair da área de atendimento.

No entanto, minutos depois, retornou visivelmente alterada e, sem qualquer aviso, jogou o conteúdo quente de um copo no rosto da técnica, que naquele momento prestava socorro a outro paciente no box de emergência. O ataque deixou todos ao redor em estado de choque.

Profissional em choque e polícia acionada na hora

A colega de trabalho que presenciou o ato não hesitou e acionou a Polícia Militar, que chegou rapidamente à unidade. A agressora, que estava internada na UPA desde o final de abril para tratamento médico, apresentava comportamento lúcido e orientado até então.

Mesmo após tentar deixar o local, ela voltou pouco depois, alegando que precisava buscar seu celular no quarto. Foi nesse momento que os profissionais comunicaram à paciente a gravidade do que havia feito.

Paciente foi conduzida pela PM e permaneceu em silêncio

Diante da situação, a jovem foi detida e levada para a base da Polícia Militar. Durante todo o trajeto e nos procedimentos posteriores, ela permaneceu em silêncio, recusando-se a dar explicações sobre o que a levou a cometer tal agressão.

A polícia constatou sinais de desequilíbrio emocional e, por precaução, manteve a mulher dentro da viatura até o encerramento do registro da ocorrência.

Violência contra profissionais da saúde se repete e preocupa

Infelizmente, este tipo de agressão contra trabalhadores da saúde tem se tornado cada vez mais frequente, e levanta um sinal de alerta sobre a necessidade urgente de medidas mais rigorosas de proteção a esses profissionais.

São eles que, mesmo em condições adversas e sob pressão, continuam atendendo com dedicação e empatia — e que não deveriam jamais ser alvos de violência no exercício de sua profissão. Veja também Médico é preso suspeito de matar adolescente de 15 anos com tiro na cabeça em Mato Grosso.

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