Parada Cardiorrespiratória

Parada cardiorrespiratória (PCR)

Segundo GRASSIA, a Parada cardiorrespiratória (PCR), é definida como a cessação da atividade mecânica do coração, determinada pela ausência de pulso central palpável, ausência de respiração ou respiração anormal e não responsividade do paciente, com grave repercussão no Sistema Nervoso Central (SNC), (GRASSIA, 2010, p. 526).

É uma emergência cardiovascular que precisa de atendimento imediato.

De acordo com essa definição, podemos concluir que uma Parada cardiorrespiratória (PCR), pode ser identificada por meio de três sinais clínicos:

  1. irresponsividade
  2. ausência de respiração ou respiração agônica (gasping)
  3. ausência de pulso central palpável

Nessas condições, o coração pode estar se comportando de quatro formas, ou em outras palavras, quatro ritmos cardíacos:

  1. fibrilação ventricular (FV)
  2. taquicardia ventricular sem pulso
  3. atividade elétrica sem pulso ou assistolia

Fibrilação ventricular (FV)

é um ritmo caótico que se inicia nos ventrículos. Na FV, não há despolarização organizada dos ventrículos, o músculo ventricular tremula. Consequentemente, não há contração miocárdica efetiva e nenhum pulso.

Epidemiologia da Parada Cardiorrespiratória (PCR)

A parada cardiorrespiratória (PCR) permanece como uma das emergências cardiovasculares de grande prevalência e com morbidade e mortalidade elevadas. A criação de protocolos e algoritmos internacionais permitiu a padronização e a organização da assistência médica.

O reconhecimento precoce das causas desencadeantes, orientando a intervenção para cada cenário clínico, com
ênfase nos cuidados após o retorno à circulação espontânea, trouxe melhorias nos resultados, contribuído ao prognóstico dos pacientes.

Os dados na literatura quanto à incidência de PCR no Brasil são escassos. O principal ritmo de PCR em ambiente extra-hospitalar é a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular (TV), chegando a quase 80% dos eventos, com bom índice de sucesso na reversão, se prontamente tratados. Quando a desfibrilação é realizada precocemente, em até 3 a 5 minutos do início da PCR, a taxa de sobrevida é em torno de 50% a 70%. Em contrapartida, em ambiente intra-hospitalar, o ritmo de PCR mais frequente é Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) ou assistolia, com pior prognóstico e baixas taxas de sobrevida, inferiores a 17%.

Cursos online

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