Assembleia de equipe médica de SC define medidas para cobrar honorários atrasados

Assembleia de equipe médica de SC define medidas para cobrar honorários atrasados

Caso ocorre em meio a pagamentos pendentes da gestão anterior do hospital

A equipe médica do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC) definiu os próximos passos da cobrança de valores atrasados na assembleia que ocorreu em conjunto com o Sindicato dos Médicos da Região Sul Catarinense (SIMERSUL). A reunião ocorreu na noite de quarta-feira (08), e foram aprovadas três medidas para buscar uma solução. Os honorários são referentes ao período em que a unidade era administrada pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS).

A presidente do SIMERSUL, Cristiane Lopes Coral, afirmou que a assembleia reuniu profissionais que enfrentam situações semelhantes e buscou definir alternativas antes da adoção de medidas judiciais, priorizando uma solução administrativa baseada no diálogo e na transparência.

Dentre as ações definidas na assembleia estão:

  • Solicitação de uma audiência pública na Câmara de Vereadores;
  • Organização de uma possível paralisação assistencial;
  • Abertura de uma sindicância para apurar a aplicação dos recursos destinados ao hospital.

Segundo a presidente do sindicato, caso a paralisação ocorra, será mantido pelo menos 30% do atendimento. Os serviços essenciais e de urgência/emergência – especialmente em serviços obstétricos e pediátricos – continuarão sendo realizados, sem prejuízo ao atendimento da população.

VEJA: Com dois meses de atraso nos pagamentos, médicos de hospital de SC convocam assembleia para discutir a situação

O objetivo do sindicato é reunir documentos, contratos e demais informações financeiras para identificar se os recursos destinados pelo Governo do Estado são suficientes para o funcionamento do hospital e verificar a origem dos problemas que resultaram no atraso de honorários.

Segundo Cristiane, já existe uma petição preparada, mas uma eventual ação judicial dependerá da evolução dos diálogos e negociações. Ela afirma: “Esse não é um movimento contra o hospital ou contra o governo. É uma defesa dos médicos que continuam trabalhando mesmo após meses sem receber pelos serviços prestados”.

A equipe de profissionais segue atendendo normalmente no hospital, enquanto aguardam uma resolução sobre o pagamento dos honorários atrasados e buscam novos meios efetivos para evitar que situações semelhantes ocorram nas futuras trocas de gestão administrativa.

Fonte e foto: 4oito.

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