O cenário preocupa os profissionais da unidade
Diante dos atrasos de dois meses no pagamento dos honorários referentes a abril e maio, médicos do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC) se uniram com o Sindicato dos Médicos da Região Sul Catarinense (SIMERSUL) para convocar uma assembleia para discutir a situação e planejar os próximos passos. Apesar do atraso no pagamento dos honorários, os profissionais continuam prestando serviço à população.
A situação ocorre em meio a uma série de reivindicações envolvendo trabalhadores do hospital, que também cobram verbas rescisórias e outros direitos trabalhistas relacionados à antiga gestão.
A reunião será nesta quarta-feira (08), às 19h30, e, de acordo com a presidente do sindicato, Cristiane Lopes Coral, o foco é ouvir o corpo médico da unidade, reunir informações levantadas e decidir quais medidas deverão ser tomadas. Ela afirma: “Qualquer trabalhador permanecer dois meses sem receber é uma situação muito preocupante. É essa realidade que os médicos estão enfrentando”.
Entre os pontos a serem discutidos na assembleia estão: situação dos honorários atrasados, possibilidade de medidas judiciais, a responsabilidade da antiga gestora e do Governo do Estado e os próximos encaminhamentos do sindicato.
Mesmo em atividade, o hospital avalia medidas para cobrar os pagamentos dos serviços prestados durante a gestão do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS), antiga organização responsável pela administração da unidade. E médicos sustentam que a mudança de gestor não afasta a responsabilidade pelo pagamento dos valores devidos.
Segundo Cristiane, a antiga gestora informou, por meio de um ofício, que abriu um procedimento administrativo para analisar contratos e documentos, mas que não estabelecia data para o pagamento e nem reconhecia a dívida, e isso aumenta a insegurança dos profissionais.
A presidente ainda afirma que a intenção inicial era evitar uma ação judicial, já que tal medida pode prolongar ainda mais a espera do pagamento. Ela destaca: “Se for necessário, poderemos recorrer à Justiça e discutir também a corresponsabilidade do Governo do Estado nessa situação”.
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Apesar do cenário cheio de incertezas, os médicos seguem prestando, de forma profissional, os atendimentos e os serviços pediátricos e obstétricos no HMISC. Cristiane afirma que o time médico segue trabalhando enquanto aguarda respostas do IDEAS e também do Governo do Estado.
Fonte: 4oito.





