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Histórias de Mulheres que venceram o câncer de mama

Autor: Sou Enfermagem Em: 04/10/2020

Histórias de Mulheres que venceram o câncer de mama

No Brasil o câncer de mama ainda preocupa a maioria das mulheres.  

Esse timo de tumor é o mais frequente na população feminina, com 57 mil casos e 14 mil mortes todos os anos no Brasil, sendo a segunda maior causa de mortalidade por câncer em mulheres no país, depois do câncer de pele.

Entretanto, a paciente não deve encarar o diagnóstico de um câncer de mama como uma sentença de morte. Com o avanço da Medicina, é grande a possibilidade de uma rápida identificação dos tumores em estágios iniciais da doença, quando há mais chances de recuperação e uma vida com muita qualidade após o tratamento.

Neste conteúdo, trouxemos alguns casos de superação que podem ser inspiração para muitas pessoas. Conheça, a seguir, as histórias fantásticas de quatro mulheres que enfrentaram a doença!

Naisy Furtado

O cuidado frequente e um diagnóstico precoce foram a salvação da enfermeira Naisy Furtado. Sempre cuidadosa com sua saúde, não deixava de realizar exames periódicos e nunca pensou que estaria com alguma coisa errada em seu corpo.

Aos 40 anos, enquanto estava organizando sua festa de aniversário, descobriu um câncer de mama, e logo começou seu tratamento. “Foram momentos terríveis, mas a gente conseguiu vencer pela fé em Deus e pelos bons médicos que estavam me acompanhando”, relembrou Naisy, em entrevista ao portal G1.

Ela passou pela cirurgia e não precisou da quimioterapia. A ajuda do marido foi fundamental na recuperação. Dois anos depois do tratamento, a prova de que a saúde estava recuperada veio de uma forma maravilhosa — Naisy engravidou e deu a luz à Laryssa. “Ouvi da médica que era sinal de saúde, de cura e que eu estava bem, por isso eu me tranquilizei mais e encarei a gravidez com tranquilidade”, contou ao G1.

Erika Figueiredo

Enquanto amamentava sua filha, Erika notou um caroço na mama e pensou que era leite empedrado. Ao retirar para avaliação, recebeu o diagnóstico de ter a mesma doença que havia levado sua mãe, aos 48 anos de idade.

“Achei que ia morrer e deixar minha filha órfã. Fiz todos os exames possíveis pra detectar qualquer metástase, mas, por sorte, só os linfonodos da axila esquerda haviam sido tomados.” Erika fez a cirurgia de mastectomia radical. Reconstruiu o seio com prótese imediatamente, na mesma operação.

A história de Erika foi relatada à Revista Saúde, que entrevistou algumas leitoras que passaram pelo câncer de mama. Um ano depois das sessões de quimioterapia, ela detectou o risco de um novo câncer de mama e de ovário, fazendo mais exames.

Ela acabou optando com seu médico por fazer uma histerectomia, retirando totalmente os ovários e entrando na menopausa aos 33 anos.

“Hoje, 15 anos depois, não tive nenhuma recidiva ou metástase. Sou feliz e vivo plenamente minha vida. Crio minha filha, namoro, saio e me divirto sempre. Nenhuma das cicatrizes foi capaz de me afastar da minha capacidade de viver e ser feliz” avalia Erika, mostrando que é possível viver bem depois de um câncer.

Ângela: 20 anos rumo à vida

O autoexame das mamas constatou pequenos nódulos. A biopsia confirmou a malignidade e a cirurgia foi uma quadrantectomia (retirada da metade da mama esquerda). Vieram as sessões de radio e quimioterapia. Por seis anos, todos os exames se repetiram e, num exame de rotina, apareceu um nódulo no fígado: a temida metástase. Mais cinco anos e outro nódulo no mesmo órgão. A quimioterapia se repetiu junto a uma nova medicação. Foi controlado. Em 2013, um nódulo na mama direita levou à mastectomia.
A cada passo, a psicóloga Ângela Maria Maioli Blanski construiu sua rota rumo à superação, passando pela negação, medo, insegurança e todos os efeitos psicológicos, que afetam a sexualidade, a imagem pessoal, nos termos físicos e psíquicos. “Os primeiros tratamentos foram enfrentados de uma forma mais racional, tem que fazer e pronto. Já o emocional abala-se a cada vez que se pergunta: Quantas células adoecidas estão adormecidas ainda?”, lembra.
A quimioterapia continua como prevenção. Como enfrentamento, continuar trabalhando foi um amparo: “É uma maneira de ficar bem, de estar ativa. Temos que manter atividades que gostamos e que nos realizem dentro das condições que sejam possíveis, pois estas ações eliminam pensamentos negativos e alinham o seguir em frente”. Querer continuar vivendo foi sua força: “Se você se entrega, o câncer vai ser mais forte que você. Diante da vulnerabilidade da existência, você passa a viver melhor, com mais qualidade de vida, com mais força de vida”.

Regiane Quintas, 27 anos

Era véspera de Natal e a bióloga e professora de balé Regiane estava se arrumando para a ceia com a família. A jovem (de então 24 anos) sentiu um carocinho no seio esquerdo e chamou a mãe e a irmã para verem. Todas  acharam que era algum gânglio inflamado ou outra reação normal do corpo. Um mês depois, um ultrassom de mamas levantou a suspeita do tumor, mas o ginecologista descartou o câncer, até que Regiane e a mãe decidiram procurar o especialista que cuidara da doença da avó materna cinco anos antes. Encaminhada por ele a uma oncologista, Regiane fez um preparo prévio para reduzir o tumor antes de retirá-lo cirurgicamente.
A cirurgia correu bem e ela seguiu sua rotina. Nessa época, ela, que é bióloga de formação, dava aulas de balé e estudava para se formar bailarina clássica. Uma de suas alunas perguntou o porquê dela usar um lenço. Regiane explicou que estava doente, e que essa doença fazia os cabelos caírem. A menina pediu então para que ela tirasse a peça, acariciou sua cabeça e disse: “Eu gosto de você assim, tia. Fica parecendo um kiwi!”, conta Regiane, rindo. A partir desse dia, decidiu não dar mais aulas com a cabeça coberta, o que foi libertador. A cachorrinha Amora, adotada duas semanas antes do tratamento, também foi fonte não só de afeto, mas de segurança. “Uma vez eu me senti muito fraca e desmaiei no banheiro. Meu namorado assistia à TV na sala. Foi Amora quem, latindo e mordendo-o, avisou-o do que tinha acontecido e ele foi me socorrer. Ela foi meu anjo da guarda”, conta.
Hoje aguarda a formatura do balé, segue dando aulas de dança e, por ora, deixou a biologia de lado. Aprende a lidar com os efeitos colaterais da quimio em seu corpo, como um quadro de osteoporose que a obrigou a reduzir o ritmo dos ensaios e tornou-a mais suscetível a ter lesões. Também se emociona ao dizer que não poderá ser mãe, devido à agressividade do tumor e do tratamento, o que lhe causou endometriose e problemas hormonais. A médica que a acompanha diz que as chances de um tratamento de fertilidade são baixas, mas ela não perde a esperança de ter um bebê. E nem a gratidão por estar viva, com saúde e batalhando por seus projetos. Regiane aconselha a quem recebeu o diagnóstico não se desesperar e jamais desistir.

Andrea Nassen, 51 anos

Foi o massagista de Andrea que, há três anos, notou a presença de um pequeno caroço na axila direita da dentista. “Achei que era um gânglio, uma coisa simples”, lembra. Seis meses depois, o ginecologista fez o diagnóstico numa consulta de rotina, de posse da mamografia. Foi tudo muito rápido: em menos de uma semana, Andrea foi encaminhada a um mastologista e a um oncologista, e teve que fazer uma cirurgia para retirar o quadrante do seio direito, porque havia sofrido metástase. “Em pouco tempo minha vida mudou totalmente, mas eu não perdi a fé de que tudo ficaria bem”, recorda.
Durante o tratamento, que durou um ano e meio e incluiu quimio e radioterapia, Andrea continuou trabalhando. “Além da minha família, meu trabalho foi fundamental”, conta ela, que é mãe de duas jovens de 23 e 16 anos, a quem tentou proteger de qualquer sofrimento. “Eu chorava sozinha no banheiro, mas não queria passar nenhum sentimento ruim para elas, nem que elas pensassem que eu estava sofrendo de uma doença fatal”, conta. Nos primeiros dias da quimio, quando o cabelo começa a cair, Nina decidiu raspar a cabeça junto com a mãe. “Ela foi muito companheira e carinhosa. Não saía de perto de mim, me ajudava com tudo.”
Havia momentos tristes, outros tranquilos ou, ainda, desanimadores. Mas ela abraçou o pensamento positivo. “Tentei treinar meu pensamento. A cabeça tem de entender o que está acontecendo e nos ajudar.” Quando, durante a quimioterapia, Andrea teve de passar por uma segunda cirurgia, desta vez para a retirada do útero e do ovário, ela não se abalou, acreditando que a cura estava próxima.
Hoje, Andrea segue sua vida normal. Voltou a fazer as coisas de que mais gosta, como dar longas caminhadas no parque, o que no tratamento era impossível. “A radioterapia rouba todo o nosso ânimo. Eu tentava sair para andar, mas dava uma pequena volta e já me sentia muito fraca”, relembra. Voltou ao peso de antes da doença – engordou durante o tratamento, devido à cortisona – e sente-se ótima.

Emmanuele Silva Costa, 32 anos

Foi o ex-namorado quem notou primeiro: havia um caroço no seio esquerdo de Emmanuele, à época com 29 anos. Ela achou estranho, mas não deu muita importância. Tinha uma saúde de ferro, era jovem e estava numa das melhores fases de sua vida. Três meses depois, o incômodo e a dor já se faziam sentir. Seu ginecologista foi quem primeiro desconfiou da possibilidade do câncer de mama, uma vez que uma de suas tias maternas já havia tido a doença, e uma mastologista confirmou. “Na minha primeira consulta, eu já esperava por esse resultado, mas ninguém nunca está pronto para recebê-lo”, confessa.
Quando a quimio começou, ela resolveu levar a vida o mais próximo do normal quanto era possível. “Você está no auge e de repente percebe que tudo vai mudar, que terá de cuidar de si mesma por um bom tempo. Foi duro”, recorda. Decidiu continuar trabalhando com uma carga de horas reduzida, com apoio de colegas e do então chefe. Manteve-se otimista e tranquila, colocando o cuidado próprio em primeiro lugar. Esse carinho também veio da família e de amigos mais próximos. “Eles vinham em casa para conversar sobre coisas que não fossem o câncer, traziam comida, ficavam por horas. Eu precisava sair um pouco da doença, do tratamento, olhar também pra fora.”
Tendo como lema a música “Eu apenas queria que você soubesse”, do cantor Gonzaguinha, uma verdadeira ode à vida e à alegria, Emmanuele em nenhum momento teve medo de morrer, mas se via bonita com seus cachos de volta, feliz, saudável e forte. Sabia que o câncer era uma fase a se enfrentar com bravura. Comemorou cada fim de etapa de tratamento com sua tia, que também era sobrevivente do câncer de mama.
Há dois anos curada, Emmanuele sente-se feliz. Sua história tornou-se um motor para a sua vida, e ela diz sentir uma alegria muito grande em compartilhar sua experiência e inspirar outras pessoas. “Na época do tratamento, minha terapeuta disse que eu tinha de entender que minha vida estava em movimento, e que eu deveria imaginar uma torre alta, onde estaria o fim desse processo.” Quem a vê hoje não tem dúvidas de que ela chegou lá.

Cecilia Cettani, 73 anos

Há 37 anos, a advogada Cecilia foi ao ginecologista da família (ela tinha cinco irmãs) para os exames de rotina. Com 36, havia acabado de se casar pela segunda vez (ficou viúva do primeiro marido antes dos 30) e se preparava para uma viagem com o novo companheiro. No exame das mamas, o médico notou um caroço, mas achou que logo desapareceria. Ela seguiu a vida.
Um ano depois, o caroço já tinha um tamanho bem maior e incomodava, apesar de não doer. Foi ao mesmo médico e ele lhe pediu que tirasse uma chapa do pulmão. “Isso foi em 1980, ainda não havia esse avanço tecnológico nos exames de diagnóstico tão grande como há hoje”, conta. O exame mostrou o tumor, que estava em estado avançado. Em menos de uma semana, Cecilia teve retirada sua mama direita, e as técnicas para tal procedimento ainda eram rudimentares e traumatizantes. Mesmo assim, um mês depois da mastectomia ela voltou ao trabalho. “O trabalho, meus colegas e a minha família foram fundamentais na minha recuperação.”
Estar ativa e cercada de afeto foi decisivo para diminuir a tristeza de Cecilia nos primeiros meses depois da mastectomia. “Logo na semana seguinte, eu olhava para aquele espaço vazio, cheio de pontos negros, e me desesperava. Cabelo e mama são duas coisas que mexem muito com a nossa autoestima, e são justamente as que o câncer ataca.” Depois da cirurgia, a advogada fez seis meses de quimioterapia, o que para ela foi a parte mais dura do tratamento. Para lidar com a falta do seio, foram anos de adaptações, autoaceitação e muito aprendizado. “A nossa fortaleza está na gente mesmo. Dinheiro, corpo, cabelo, tudo isso muda, tudo vai embora, mas o que está dentro da gente não.” Desde essa época, se dedica a estudar filosofia e a se aprofundar nos conceitos do autoconhecimento como formas de lidar com o mundo.
Quanto ao corpo, passou mais de trinta anos usando peças de silicone e se diz satisfeita com o efeito estético delas. Ela conta que, das próteses que já usou, uma teve um significado especial. Na época em que fazia quimioterapia, Cecilia teve contato com um grupo de apoio alemão, que confeccionava “próteses artesanais” em tecido e preenchidas com alpiste, oferecidas como presente às pacientes. “Achei aquilo tão sublime que passei a ajudá-los, visitando outras pessoas com câncer, dando-lhes esperança, ajudando a acalmar quem estava passando por aquilo”, relembra com carinho. Cecilia hoje segue advogando, além de ser modelo e voluntária em hospitais oncológicos da cidade de São Paulo. Otimista e animada, diz que jamais pensou em morrer, sempre acreditou na cura, na medicina e em si mesma.

Cleusa: reviver a cada novo diagnóstico

O diagnóstico veio por meio de exames visando uma viagem internacional em novembro de 1998. Duas semanas depois, estava na sala de cirurgia onde, após a biopsia, seguiu-se a mastectomia e a reconstrução da mama – algo muito recente no Brasil. Cleusa Pereira Damásio, hoje com 63 anos, sentia dor na mama, um sintoma pouco associado ao câncer: “Fiquei um ano com câncer sendo tachado de displasia mamária. Hoje eu alerto que câncer de mama pode doer e você deve insistir para fazer os exames”.  
Após a cirurgia, veio a quimioterapia e uma trajetória repleta de desvios entre a cura e doenças coadjuvantes. “Após a oitava sessão, só via vulto, houve complicações do herpes que tenho desde criança, tive derrame pleural e labirintite. Caiu o cabelo e comecei a usar peruca. Fiz o transplante da primeira córnea e, em 2006, fiz o segundo”. A sequência de fatores vividos não levou ao lamento: “Estava feliz porque estava viva”.
Cleusa, na época administradora hospitalar, cita suas principais ajudas: ser positiva, ter bom humor e o apoio da família. E uma pergunta que ela usava nas visitas aos pacientes guiou sua mente: “O que eu vou fazer?”. Ter projetos e criar objetivos a levou de volta aos estudos e a uma nova profissão. “Decidi fazer psicologia para atuar na área hospitalar, só não foi possível devido minha baixa imunidade. Hoje como psicóloga clínica eu atendo o paciente e uma ou duas pessoas da família”, explica. Mudaram-se as vias, mas chegou ao seu destino.

Danielle: diagnóstico aos 33 e nova gravidez

Foi no dia 13 de março de 2010, no Japão, aos 33 anos de idade que Danielle Cristina Okagawa, sem histórico familiar de câncer de mama, iniciou sua trajetória. A brincadeira com a filha Eloah revelou um caroço, levou a pesquisas na internet, ao consultório médico e, quinze dias depois, ao resultado da biopsia. No dia 22 de abril ela estava de volta ao Brasil com a filha, rumo ao amparo da família e o diagnóstico em mãos. No dia seguinte foi encaminhada ao Hospital do Câncer, em Londrina; no dia 25, a operação retirou o nódulo, em seguida, a mama e as glândulas.
Às datas que tão bem se recorda, seguiram-se: 6 sessões de quimioterapia e 38 de radioterapia. Alergia à quimio e alimentação difícil foram alguns dos efeitos, as sensações imensuráveis. “A família sofre mais até, porque querem te apoiar em tudo e não querem que você sofra”, analisa citando a gratidão pelo apoio financeiro do pai e da irmã que parou de trabalhar para cuidar dela. O apoio veio ainda frente a uma nova realidade: “quinze dias depois da radio, eu estava grávida”. Devido à carga de radiação, seguiram frequentes ultrassons e um turbilhão de emoções. Joaquim nasceu com boa saúde.
Sobre o que fica, Danielle, hoje agente de crédito, seguirá um tratamento hormonal por 10 anos e os exames serão repetidos a cada seis meses. Ficam como aprendizado novos comportamentos: “A nossa vida é corrida e você esquece de se cuidar. Dei uma desacelerada. Quando você passa por uma doença grave, vê que o dinheiro não salva e que há coisas muito mais importantes que são as que fazem diferença”, descreve e alerta para o apoio ao Hospital do Câncer.


Natali de Araújo

Com 26 anos de idade e sem histórico familiar para a doença, Natali de Araújo entrou em choque quando seu médico informou que ela tinha câncer de mama. “O primeiro diagnóstico é assustador, já achei que ia morrer”, contou para a equipe do programa Hoje em Dia, da TV Record.

Foi em um autoexame que ela percebeu um caroço diferente na mama, e primeiro pensou que era um machucado. Como não sentiu melhora ao longo da semana, procurou um médico para avaliar o caso, quando descobriu que estava com câncer de mama.

O tratamento escolhido foi uma mastectomia radical, seguida de quimioterapia e radioterapia. Antes do final do ciclo, uma descoberta impensável: Natali estava grávida de dois meses, um caso muito raro, pois a infertilidade é uma das consequências do tratamento contra o câncer.

Vera Teruel

Em um exame de rotina, o médico que apalpava a mama de Vera Teruel percebeu que era um câncer. “Eu achava que ia morrer”, conta. Mas, em vez de se entregar, ela buscou forças e desenvolveu a ONG Viva Melhor, que ajuda a renovar a autoestima das pacientes, com a doação de próteses mamárias externas e perucas feitas com cabelos naturais, por voluntários.

“Além das próteses e perucas, temos reuniões de grupo de apoio. Depois do câncer de mama, vi que poderia ajudar outras mulheres que estão passando pelo que eu passei”, contou em entrevista para a Revista Novo Tempo.

Na ONG Viva Melhor, muitas voluntárias são pacientes de câncer recuperadas, que desejam passar adiante sua experiência de vida para quem enfrenta o problema agora. Uma das ações feitas pela ONG, em 2016, foi ilustrar um calendário com fotos das pacientes, com maquiadoras e cabeleireiro.

“Quando a mulher consegue recuperar sua autoestima, ela consegue se recuperar melhor da doença”, completa Vera. A criadora da ONG se lembra de um caso de recuperação da autoestima de uma paciente que, após a retirada total das mamas, sempre ia aos encontros na Viva Melhor com um casaco que escondia tudo.

“Uma mulher sempre usava o casaco para se esconder, e ficou tão feliz de sair da ONG com as próteses substituindo as mamas retiradas que o marido falou — esquece o casaquinho marrom que você não vai precisar mais dele”, lembra, emocionada, de um dos casos apoiados pela Viva Melhor.

Estas e outras muitas histórias mostram que o câncer de mama tem cura, desde que a mulher busque ajuda ao primeiro sinal de que alguma coisa está diferente com seu corpo. Procure uma clínica que ofereça os exames, como a mamografia, essenciais para a detecção de casos de câncer. Converse com seu médico, caso identifique alguma alteração, e não deixe de fazer o autoexame das mamas periodicamente!

Veja, a seguir, iniciativas importantes no Brasil:

1970 – chegada dos primeiros mamógrafos no país;
1973 – criação do Programa Nacional de Controle do Câncer (PNCC), iniciativa com foco nos cânceres femininos por meio de ações preventivas (mamografias e exames de Papanicolaou);
1984 – criação do Programa de Assistência à Saúde da Mulher (PAISM) pelo Ministério da Saúde, com ações para a detecção precoce do câncer de mama;
1987 – lançamento do Pró-Onco, programa do Ministério da Saúde e do Inamps para ampliar a informação e a prevenção dos cânceres femininos;
1988 – com a criação do SUS, as medidas de controle da doença são intensificadas;
1990 – lançamento do Programa Viva Mulher, voltado para o controle dos cânceres do colo do útero e mama;
2004 – lançamento da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM);
2005 – lançamento da Política Nacional de Atenção Oncológica, com destaque para controle do câncer de mama;
2009 – criação do Sistema de Informação do Controle do Câncer de Mama (Sismama), ferramenta voltada para ações de controle da doença;
2012 – instituição do Programa Nacional de Qualidade da Mamografia.

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