A manhã desta terça-feira (6) começou com uma cena inusitada e criminosa em plena Vila Militar, no bairro do Bonfim, em Salvador. Um homem foi preso depois de tentar uma trapaça digna de roteiro de filme: ele tentou realizar o Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso da Polícia Penal no lugar de outra pessoa. Com documentos falsos nas mãos e disposição para enganar, ele até iniciou a prova prática — chegou a fazer o teste abdominal —, mas a encenação não durou muito. A comissão organizadora percebeu algo errado e chamou a polícia. Resultado? Prisão em flagrante e um processo criminal pela frente.
Tentativa frustrada de fraude
O caso ocorreu durante uma das últimas etapas do concurso, cujo salário inicial pode chegar a R$ 4.478,31. Mesmo com as exigências do processo seletivo, que já havia incluído provas objetivas, discursivas, avaliação psicológica e exames médicos, o suspeito arriscou tudo para entrar na fase do TAF. Para isso, ele utilizou documentação adulterada, na tentativa de passar despercebido.
No entanto, os organizadores do concurso desconfiaram da identidade do candidato e decidiram acionar a Polícia Civil. Três investigadores foram rapidamente até o local. O homem, natural de Pernambuco, foi detido com apoio do Grupamento Especializado em Operações Prisionais (Geop).
Prisão e investigação em andamento
Após ser flagrado, o falso candidato foi encaminhado a uma unidade policial e autuado por dois crimes: uso de documento falso e tentativa de fraude em concurso público. Até o momento, o verdadeiro candidato que deveria realizar o teste não foi localizado.
A polícia continua investigando o caso para entender se há uma rede maior por trás da tentativa de fraude ou se foi uma ação isolada.
Concurso concorrido e rígido
O concurso da Polícia Penal ofertou 287 vagas imediatas com jornada de 40 horas semanais. Os aprovados nesta etapa seguiriam diretamente para o curso de formação, última fase antes da nomeação. A exigência de preparo físico, como o teste abdominal, é apenas uma entre várias avaliações rigorosas exigidas dos candidatos.
O episódio reacende o debate sobre a segurança e a fiscalização nos concursos públicos, especialmente na reta final do processo seletivo, quando muitos candidatos se desesperam para garantir a tão sonhada vaga no serviço público. Veja também Médico é preso suspeito de matar adolescente de 15 anos com tiro na cabeça em Mato Grosso.


