Mãe denuncia descaso após filho esperar mais de 12 horas por neurologista na FUSAM de Caçapava

Mãe denuncia descaso após filho esperar mais de 12 horas por neurologista na FUSAM de Caçapava

Um episódio revoltante tomou conta de uma família de Caçapava, no interior de São Paulo. A mãe de um menino de 9 anos registrou um boletim de ocorrência denunciando o que considera um erro grave no atendimento prestado ao filho no hospital da FUSAM (Fundação de Saúde e Assistência do Município). A criança sofreu uma queda, bateu o rosto no chão e precisou de atendimento médico. Apesar da urgência do caso e dos exames feitos ainda pela manhã, o garoto teria ficado mais de 12 horas aguardando uma avaliação neurológica que, segundo a família, nunca aconteceu.

O caso gerou indignação nas redes sociais e trouxe à tona preocupações sobre a qualidade do atendimento em unidades públicas de saúde da região.

Criança sofre queda e vai parar no hospital

Tudo começou quando o garoto caiu e acabou batendo o rosto no chão, provocando um inchaço preocupante. A mãe levou o filho à FUSAM na manhã do dia 7 de maio, por volta das 8h30. No pronto atendimento, uma médica solicitou um exame de raio-X, que foi realizado logo em seguida.

Depois disso, a criança foi encaminhada a outra profissional, que pediu uma ressonância magnética para investigar possíveis danos internos.

Mais de 12 horas de espera e nenhum parecer médico

Apesar de os exames terem sido feitos, o quadro se complicou quando a família foi informada de que o menino precisaria ser avaliado por um neurologista. O problema, segundo o relato da mãe à polícia, foi que esse especialista simplesmente não apareceu ao longo de todo o dia.

Já eram cerca de 21h quando, sem explicações claras, pediram uma nova ressonância. Até o momento do registro da ocorrência, nenhum resultado dos exames havia sido apresentado oficialmente à família, tampouco algum diagnóstico médico formal.

Boletim de ocorrência e acusação de negligência

Cansada da falta de respostas e da demora no atendimento, a mãe procurou a delegacia de Caçapava e denunciou a situação como possível caso de negligência médica. Ela relatou à polícia que o atendimento foi marcado por omissão, ausência de informações e sensação de descaso com a saúde do filho.

Apesar da gravidade dos fatos apontados, o boletim foi registrado como uma “ocorrência não criminal“.

Resposta da prefeitura e da FUSAM

Em nota, a Prefeitura de Caçapava informou que está apurando os fatos. A FUSAM declarou que foi informada do caso pela própria família e que está avaliando se há elementos suficientes para abrir um processo administrativo interno.

A fundação reforçou seu “compromisso com a transparência e a segurança dos pacientes” e prometeu tomar providências com base no que for apurado.

O caso rapidamente repercutiu entre os moradores da cidade e em grupos de redes sociais locais, levantando novamente questionamentos sobre a estrutura e a gestão dos serviços de saúde pública no município. Muitos internautas se solidarizaram com a mãe e cobraram maior responsabilidade das autoridades de saúde.

Desfecho do caso

O desfecho do caso ainda está indefinido. A expectativa é que os exames da criança sejam devidamente analisados e que, se confirmado algum erro no atendimento, os responsáveis sejam identificados e punidos. Para a mãe, o mais importante agora é garantir que o filho receba o cuidado necessário e que outras famílias não passem pela mesma angústia. Veja também Desabafo de enfermeira sobre caos no HRG viraliza nas redes e escancara realidade crítica da saúde pública no DF.

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