Amamentar durante a aplicação da vacina pode diminuir a dor do bebê

Amamentar durante a aplicação da vacina pode diminuir a dor do bebê

Amamentar a criança durante a aplicação de vacinas injetáveis pode aliviar a dor, diz Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde, por meio da Coordenação de Saúde da Crianças (Cocam/Saps/MS), produziu a Nota Técnica Nº 39/2021 para endossar a amamentação enquanto medida não farmacológica para redução de dores e desconfortos de crianças, além de reforçar junto aos profissionais de saúde que incentivem essa prática antes e durante a aplicação de vacinas injetáveis.

O documento, baseado em evidências científicas, destaca que a efetividade da amamentação em dois momentos: antes e no momento da aplicação da vacina. Quando praticada durante o ato vacinal, a amamentação é capaz de reduzir o estresse por meio do conforto físico, da sucção, da distração, da ingestão de substâncias que podem ter, individualmente e em conjunto, efeitos de alívio. 

“A amamentação melhora o vínculo entre a mãe e o bebê, fortalecendo o contato pele a pele, além de atuar como analgésico durante exames como teste do pezinho e coleta de sangue. Por isso, é importante que os profissionais orientem a prática, desde que seja desejo da mãe, fortalecendo também a presença e o apoio dos pais durante o procedimento”, destacou Janini Ginani, coordenadora da Cocam.

A nota técnica também orienta que os serviços de saúde responsáveis pela administração de imunológicos apliquem primeiro a vacina oral, se houver, e posteriormente as injetáveis, além de apresentar outras recomendações do Ministério da Saúde sobre o tema: o Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação e a Estratégia de recuperação do esquema de vacinação atrasado de crianças menores de 5 anos de idade.

O texto completo da Nota Técnica nº 39 está disponível aqui.

ORIENTAÇÃO

Com base nas evidências disponíveis sobre intervenções não farmacológicas para redução da dor durante
o procedimento da vacinação em criança que esteja em aleitamento materno, recomenda-se que os serviços de saúde responsáveis pela administração de imunobiológicos injetáveis em crianças:
a) Favoreçam e apoiem a presença dos pais ou responsáveis durante e após o procedimento de
vacinação;
b) Incentivem a lactante em amamentar a criança imediatamente antes e durante a administração de
vacinas injetáveis; e
c) Se houver vacinas orais e injetáveis a serem administradas na mesma visita ao serviço de saúde,
administrar primeiro a vacina oral e posteriormente, deve-se proceder a amamentação para que seja
realizada a administração das vacinas injetáveis.

A amamentação deve ser incentivada durante o procedimento da vacinação, pois as evidências disponíveis apontam que se trata de uma intervenção não farmacológica eficaz na redução da dor e no estresse das crianças.
Esta Nota Técnica reitera, portanto, as recomendações do Ministério da Saúde sobre a amamentação
durante a vacinação, publicadas em outros documentos técnicos.

Recomendações do documento Como se Comunicar sobre a segurança das vacinas (Opas e OMS):
•    Profissionais de saúde que aplicam vacinas devem ter uma atitude calma e cooperativa. Usar uma linguagem neutra ao mencionar elementos possivelmente negativos: “Um, dois
e já!”, em vez de “Lá vai a agulha”, por exemplo;
•    Não se recomenda a aspiração da seringa durante as aplicações intramusculares, já que pode aumentar a dor;
•    A pessoa mais próxima do bebê deve estar sempre presente durante e depois da injeção, é um direito da mãe/pai ou responsável e da criança;
•    É recomendável distrair as crianças menores de 6 anos. Oriente levar o brinquedo predileto, por exemplo. 
Fonte: Ministério da Saúde

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