Ela chegou em casa em silêncio. Não porque não tinha o que dizer, mas porque já tinha dito tudo ao longo do plantão — em cada cuidado, em cada escuta, em cada decisão que ninguém viu, mas que fez toda a diferença.
O jaleco ficou no chão. O estetoscópio também. A bolsa de enfermagem, pesada de histórias, foi deixada de lado. Não por descuido… mas porque, naquele momento, ela precisava se desprender de tudo que carregou durante horas.
O dia (ou a noite) foi longo. Teve dor, teve urgência, teve responsabilidade. Teve gente precisando dela em cada minuto. E ela esteve lá — firme, técnica, humana.
Agora, deitada no sofá, o corpo finalmente cede. O cansaço não é só físico. É mental. É emocional. É aquele tipo de exaustão que só quem vive a enfermagem entende.
Os olhos fecham, mas a mente ainda repassa cenas. Será que fez tudo? Será que alguém melhorou? Será que deu conta?
Sim. Deu. E muito mais do que isso.
Porque ser enfermagem é isso: dar o máximo mesmo quando já se está no limite.
Hoje, ela só quer descansar. Sem julgamentos. Sem cobranças. Sem pressa.
Porque amanhã… ela levanta de novo. E faz tudo outra vez.
E mesmo cansada — ela continua sendo essencial.
🩺💙
Valorize quem cuida. Respeite quem não para. Reconheça quem sustenta o cuidado todos os dias.
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