O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica e deixou o Hospital DF Star, sendo transportado em uma viatura da Polícia Federal de volta à Superintendência da PF, local onde continuará preso para cumprir a sentença de 27 anos de prisão por condenação relacionada a golpe de Estado. Sua internação teve início em 24 de dezembro, devido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, necessária em função de crises persistentes de soluços.
Durante o período hospitalar, Bolsonaro foi submetido a três procedimentos adicionais para bloqueio dos nervos frênicos, com melhora significativa do quadro de soluços após a última intervenção, realizada na terça-feira, 30 de dezembro. A equipe médica que o acompanha relatou, contudo, uma piora em seu estado emocional, o que levou o ex-presidente a solicitar medicação para depressão.
Decisão judicial sobre prisão domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes negou, nesta quarta-feira, o pedido da defesa para que Bolsonaro cumpra a pena em regime domiciliar. Em sua decisão, Moraes afirmou não existirem os requisitos legais necessários para autorizar a medida, destacando que o ex-presidente descumpriu repetidamente medidas cautelares anteriores, incluindo a violação do uso de tornozeleira eletrônica.
O ministro também contestou o argumento da defesa sobre uma piora no quadro clínico, ressaltando que, na realidade, os desconfortos pós-cirúrgicos apresentaram melhora.
Reação da família e condições de custódia
Após a decisão, Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, manifestou-se nas redes sociais, classificando a negativa do ministro como algo que “foge do bom senso“, especialmente considerando as condições de saúde relatadas nos últimos dias.
A defesa de Bolsonaro havia solicitado, durante o processo, garantias de acesso integral a seus médicos particulares, fornecimento de medicamentos necessários, atendimento fisioterapêutico e permissão para a entrega de alimentos preparados pela família. Ver Atualização sobre o estado de saúde de Bolsonaro após nova intervenção médica.




