Maternidade de Joinville recebe fiscalização surpresa após denúncias de negligência

Maternidade de Joinville recebe fiscalização surpresa após denúncias de negligência

Sobre a vistoria

Na manhã de terça-feira (31), a Comissão da Câmara de Vereadores de Joinville realizou uma fiscalização surpresa na Maternidade Darcy Vargas após denúncias de negligência médica em atendimentos, apresentadas em uma audiência pública no ano passado. A vistoria foi conduzida pelo vereador Pastor Ascendino Batista (PSD), presidente da Comissão de Saúde, e acompanhada pelo coordenador do núcleo da Defensoria Pública de Santa Catarina em Joinville, Fábio Thomazini.

A vistoria teve como objetivo verificar de perto as condições de atendimento e funcionamento da unidade, após relatos recentes de pacientes e familiares. O promotor público da área da saúde, Ricardo Paladino, também deve receber as informações para análise.

Sobre as denúncias

A Maternidade Darcy Vargas é alvo de uma investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por irregularidades no atendimento, negligência médica, falhas na gestão e na prestação de serviços, que podem ter levado à morte de bebês atendidos na unidade. Em 2025, foi realizada uma audiência pública da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, na qual usuários da maternidade relataram situações graves, incluindo possíveis falhas no atendimento e intervenções traumáticas durante o parto.

Durante a vistoria, foram identificados pontos que precisam de melhorias, sendo o principal deles a comunicação entre os profissionais responsáveis pelo pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a equipe da maternidade. Segundo a comissão, falhas nesse processo prejudicam a assistência às gestantes no momento do parto. O tema será discutido em uma nova reunião na Câmara de Vereadores.

Ascendino comentou sobre a necessidade de melhorias: “Algumas situações nos chamam a atenção, principalmente essa comunicação do pré-natal com a Maternidade Darcy Vargas. Porque se a mãezinha faz o pré-natal, o médico acompanha ela, há um diagnóstico sendo construído ali, para um parto normal ou uma cesárea. Então a gente percebe que há uma falha nessa comunicação”.
O vereador também afirmou: “Nosso papel não é julgar antecipadamente, mas não podemos nos omitir, porque a sociedade exige respostas. Não podemos admitir erros, é questão de vida”.

Ainda em 2025, a Comissão de Saúde discutiu a implantação da Rede Alyne, programa do SUS (Sistema Único de Saúde) voltado à atenção materno-infantil. A iniciativa contou com representantes da maternidade e da Secretaria Municipal de Saúde. O programa tem como objetivo fortalecer o atendimento a gestantes, puérperas e crianças, desde o pré-natal até o pós-parto, e busca também a redução da mortalidade materna e infantil, além da promoção de um cuidado mais humanizado.

As informações serão enviadas ao Ministério Público de Santa Catarina, que está acompanhando o caso. VEJA: Menino morre após contrair Bactéria: Família acusa Hospital de Negligência
10 de agosto é dia da Enfermeira, parabéns.

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