Morte de bebê por meningite em SC reacende alerta das autoridades da saúde

Morte de bebê por meningite em SC reacende alerta das autoridades da saúde

Caso ocorreu no norte do estado

A morte de um bebê de seis meses por meningite bacteriana em Santa Catarina reacendeu o alerta das autoridades de saúde sobre a importância da vacinação infantil. O caso foi registrado no município de Papanduva, no Norte do Estado, e confirmado após a criança não resistir às complicações da doença, mesmo após transferência para atendimento hospitalar em Joinville. A morte foi registrada na última terça-feira (28).

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o bebê havia recebido apenas a primeira dose da vacina contra a meningite, estando com a segunda aplicação em atraso no momento da infecção. A imunização incompleta pode ter contribuído para a vulnerabilidade do organismo diante da doença, considerada grave e de rápida evolução. O caso é tratado como isolado pelas autoridades, que afirmam ter adotado medidas de monitoramento e prevenção para evitar novos registros.

O episódio ocorre em um cenário que ainda preocupa no Estado. Entre janeiro e março de 2026, Santa Catarina registrou 95 casos de meningite e oito mortes, segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive). Embora o número de casos tenha apresentado redução em relação a anos anteriores, a taxa de letalidade permanece elevada, especialmente entre grupos mais vulneráveis, como crianças de até quatro anos.

Especialistas apontam que a meningite bacteriana pode evoluir rapidamente e causar complicações severas, incluindo infecções generalizadas e risco de morte. A doença é caracterizada pela inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por diferentes agentes infecciosos, como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, vômito, dores na nuca e confusão mental, podendo também ter manchas em casos mais graves.
A vacinação, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada a principal forma de prevenção contra os tipos mais graves da doença, especialmente na infância.

Diante do caso, autoridades de saúde reforçam a orientação para que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação das crianças atualizada, respeitando os prazos do calendário nacional. A recomendação é procurar uma unidade de saúde ao identificar qualquer atraso, garantindo a proteção adequada contra doenças potencialmente fatais como a meningite.

Imagem: ilustrativa.

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