Paciente denuncia erro grave após tampa de seringa ser deixada em seu corpo durante exame em hospital particular do DF

Paciente denuncia erro grave após tampa de seringa ser deixada em seu corpo durante exame em hospital particular do DF

Uma mulher passou por uma situação alarmante em Brasília após se submeter a um exame de ressonância magnética em um hospital da rede privada. Durante o procedimento, uma tampa de seringa de aproximadamente 6 centímetros acabou sendo deixada dentro do corpo da paciente. O objeto só foi removido três dias depois, por outra profissional de saúde, de um estabelecimento distinto. O hospital envolvido reconheceu a falha e declarou que prestou o apoio necessário, mas a paciente, abalada, decidiu procurar a Justiça para buscar reparação pelos danos morais e evitar que outras pessoas vivam uma experiência semelhante.

Objeto esquecido durante preparo para exame de imagem

O incidente ocorreu no Hospital Unimed, localizado na capital federal. A paciente, que preferiu não ter sua identidade revelada, relatou que procurou atendimento médico devido a uma dor persistente na região da bexiga. Para investigar a causa do desconforto, ela foi encaminhada para a realização de uma ressonância magnética.

No momento do preparo para o exame, foi informada que não havia técnica de enfermagem do sexo feminino disponível para aplicar o contraste — um procedimento que exige certa privacidade — e, por isso, a própria paciente recebeu uma seringa com o gel e foi orientada a aplicar o conteúdo sozinha.

Descoberta do erro e providências imediatas

Logo após o exame, a mulher começou a sentir dores, que inicialmente foram atribuídas às características do procedimento. No entanto, horas mais tarde, ela foi surpreendida com uma ligação da unidade hospitalar, informando que uma tampa de seringa havia sido visualizada nas imagens capturadas durante o exame. O item estava alojado dentro de seu corpo.

A paciente relatou que, apesar do contato do hospital e do pedido para que retornasse à unidade para a remoção do objeto, ela já não confiava mais na equipe e optou por procurar uma técnica de enfermagem em outro local, que conseguiu retirar a tampa com segurança.

Pronunciamento do hospital e ações judiciais

Em nota oficial, o hospital confirmou o erro e declarou que realizou uma apuração interna rigorosa, baseada em normas internacionais de segurança e qualidade. A instituição também afirmou que foram adotadas medidas para evitar que casos semelhantes ocorram novamente.

Apesar disso, a paciente decidiu acionar a Justiça. Representada pelo advogado Rodrigo Dutra, ela ingressou com uma ação solicitando indenização por danos morais. Segundo ele, o episódio ultrapassa os limites do erro médico, atingindo a dignidade e a intimidade da mulher.

Consequências psicológicas e pedido por justiça

O advogado explicou que a ação visa, além da reparação pelo abalo emocional sofrido, servir como alerta para que instituições de saúde privadas reforcem os protocolos de segurança e aprimorem a qualidade no atendimento ao paciente.

“Estamos diante de um procedimento invasivo, que exige preparo, cuidado e respeito. Deixar um objeto dentro do corpo de uma pessoa é algo que não pode ser tratado como incidente comum. Há um impacto psicológico que precisa ser reconhecido e reparado”, destacou Dutra.

Reflexões sobre a responsabilidade hospitalar

O caso levanta questionamentos sobre os padrões de segurança adotados por hospitais privados, especialmente em situações que envolvem a autonomia do paciente na realização de partes do procedimento médico. A ausência de profissionais do mesmo gênero, por exemplo, acabou gerando uma cadeia de eventos que culminou no erro.

O episódio também ressalta a importância da comunicação clara e da confiança entre pacientes e instituições de saúde, elementos fundamentais para garantir um atendimento humanizado e seguro.

Desdobramentos aguardados na Justiça

Agora, com a ação judicial em andamento, a paciente aguarda uma decisão que reconheça os danos sofridos. O processo poderá ter um efeito pedagógico, incentivando melhorias nos serviços prestados e punindo falhas que coloquem a integridade dos pacientes em risco.

O caso segue em análise e deverá movimentar debates sobre ética, responsabilidade médica e direitos do consumidor na área da saúde. Veja também Incêndio de grandes proporções atinge concessionária e loja automotiva em Cruzeiro do Sul e deixa sete pessoas intoxicadas.

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