O clima pesou no Rio de Janeiro na manhã desta terça-feira (20), quando um técnico de enfermagem acabou sendo preso, acusado de abusar sexualmente de uma paciente dentro de um hospital particular. O caso aconteceu na Casa de Portugal, uma unidade hospitalar localizada no bairro Rio Comprido, na região central da cidade. O suspeito, que também trabalha como vigilante numa empresa da região, foi surpreendido pelos policiais civis enquanto exercia suas funções. A prisão foi feita por agentes da 6ª Delegacia de Polícia (Cidade Nova), após a investigação avançar com base na denúncia feita pela vítima e sua família.
Denúncia grave e clima de medo
De acordo com os familiares da paciente, tudo aconteceu na noite do dia 30 de abril. A mulher estava internada em um dos leitos da unidade hospitalar quando o técnico se aproximou com a desculpa de remover marcas de eletrodos do corpo dela. No entanto, o que era pra ser um simples procedimento virou um pesadelo. Durante a “limpeza“, ele teria apalpado os seios e ainda tocado nas partes íntimas da paciente.
A mulher, claramente desconfortável, o repreendeu de imediato. Mesmo assim, o homem teria tentado justificar dizendo que “aquilo fazia parte do atendimento” e, num tom intimidador, ainda pediu que ela não contasse nada a ninguém. A paciente ficou em choque e, com medo das consequências, só teve coragem de relatar o que aconteceu dias depois.
Investigação e prisão
A denúncia só foi formalmente feita quatro dias após o ocorrido. Foi a filha da vítima quem procurou ajuda, temendo pela segurança da mãe e pela gravidade da situação. A polícia agiu rápido: no dia 6 de maio, os investigadores já estavam no hospital colhendo o depoimento da mulher, que falou por cerca de uma hora sobre o que havia passado.
Com base nas informações levantadas, os agentes localizaram o suspeito trabalhando como segurança em uma empresa no mesmo bairro do hospital. Ele foi detido ali mesmo e agora vai responder por estupro de vulnerável, já que a vítima estava hospitalizada e em condição de fragilidade no momento do crime.
Desdobramentos
O caso chamou atenção pela frieza do agressor e pela demora na denúncia, algo infelizmente comum em casos de abuso, onde o medo, a vergonha e a desconfiança no sistema ainda pesam muito. A investigação continua e a polícia ainda pode ouvir mais testemunhas e funcionários do hospital. Veja também Pacientes sofrem complicações nos olhos após mutirão de cirurgias em hospital da Paraíba.




