A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou nesta quarta-feira (25) o primeiro caso de mpox no estado em 2026. Segundo a Sesa, o paciente é um homem paraguaio que procurou atendimento em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. De acordo com as informações divulgadas, o caso foi notificado e acompanhado pela vigilância epidemiológica. Durante o período de monitoramento, não houve registro de contágio entre familiares, conforme informado pela Secretaria.
O que é mpox
A mpox é uma infecção viral causada por um orthopoxvírus, da mesma família da varíola. A doença pode causar sintomas gerais, como febre e mal-estar, e evoluir com lesões na pele. Na maioria das pessoas, o quadro tende a ser leve a moderado, mas pode se tornar mais grave em indivíduos com imunidade comprometida, crianças pequenas e pessoas com outras condições clínicas associadas.
Como ocorre a transmissão
A transmissão acontece principalmente por contato próximo com uma pessoa infectada. Isso inclui:
- Contato direto com as lesões na pele ou mucosas.
- Contato com fluidos corporais.
- Contato com objetos e materiais contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.
- Situações de proximidade prolongada, que favorecem exposição em ambientes fechados.
Por esse motivo, as orientações de saúde pública costumam reforçar medidas simples de prevenção, como evitar contato com lesões, não compartilhar objetos pessoais e manter cuidados com higiene.
Principais sintomas
Os sintomas podem variar, mas geralmente incluem:
- Febre e calafrios.
- Dor de cabeça.
- Dores no corpo e cansaço intenso.
- Aumento de gânglios (ínguas), um sinal frequente.
- Lesões na pele, que podem começar como manchas e evoluir para bolhas e crostas.
As lesões podem aparecer em diferentes partes do corpo, inclusive região genital, anal, rosto, tronco e membros. Em algumas pessoas, as lesões surgem antes da febre; em outras, ocorre o contrário.
Quando procurar atendimento
A recomendação é buscar um serviço de saúde quando houver lesões suspeitas, especialmente se vierem acompanhadas de febre, ínguas, dor no corpo ou mal-estar. A avaliação profissional é importante para orientar:
- Confirmação diagnóstica, quando necessário.
- Medidas de isolamento e cuidados para evitar transmissão.
- Monitoramento de contatos, conforme protocolo local.
- Orientações sobre sinais de alerta e retorno ao serviço de saúde.
Vigilância e controle
Com a confirmação do primeiro caso do ano no Paraná, a tendência é que a vigilância mantenha atenção redobrada para identificação precoce e bloqueio de transmissão, especialmente em regiões de fronteira e com alto fluxo de pessoas. O acompanhamento de casos suspeitos e confirmados é uma medida central para reduzir cadeias de transmissão e orientar corretamente pacientes e contatos.





