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Polícia desmantela quadrilha que aplicava golpes em pacientes de hospital no Rio

Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou um esquema criminoso sofisticado que explorava pacientes de um hospital da cidade. A fraude, identificada como o “golpe do falso exame médico“, teve início quando vítimas começaram a relatar movimentações financeiras suspeitas após receberem ligações sobre a entrega de laudos de exames. Estima-se que os criminosos tenham lucrado cerca de R$ 1,5 milhão entre janeiro e fevereiro deste ano. Os golpistas operavam com base em informações sigilosas dos pacientes, obtidas através da deep web. Após a realização de exames, as vítimas eram contatadas por uma suposta central de atendimento que informava sobre a disponibilidade dos laudos e oferecia a entrega em domicílio. O esquema aparentava ser legítimo, pois os criminosos tinham acesso a detalhes precisos dos exames realizados.

O modo de operação dos criminosos

Quando os pacientes aceitavam a entrega, um motoboy comparecia à residência e apresentava uma maquininha de cartão para a cobrança de uma suposta taxa de R$ 6. No entanto, ao tentar efetuar o pagamento, ele simulava um erro na transação e pedia que a vítima repetisse o processo. Sem perceber, os clientes acabavam sendo cobrados valores muito superiores ao informado.

Muitos dos afetados só notavam o golpe ao verificar os extratos bancários, quando encontravam cobranças de alto valor não autorizadas. Até o momento, mais de 44 ocorrências semelhantes foram identificadas pela polícia, todas ligadas ao mesmo hospital.

Ação da polícia e prisões

As investigações começaram após quatro vítimas registrarem denúncias na 15ª Delegacia Policial (Gávea). A partir do cruzamento de dados de inteligência, análise de imagens de segurança e rastreamento de informações telemáticas, os agentes localizaram os suspeitos hospedados em um hotel na Barra da Tijuca.

No local, foram apreendidos diversos equipamentos usados para a prática dos crimes, incluindo maquininhas de cartão, celulares, notebooks, além dos capacetes e uniformes utilizados pelos entregadores. Duas motocicletas também foram recolhidas pela polícia.

Investigações ainda em curso

Os dois suspeitos detidos confessaram a autoria do golpe e revelaram que os dados das vítimas foram adquiridos em plataformas ilegais da deep web. No entanto, as autoridades ainda investigam a possível participação de funcionários do hospital no esquema, além de buscar por um terceiro integrante da quadrilha que já foi identificado, mas permanece foragido.

As investigações continuam para esclarecer o alcance da fraude e prevenir novos golpes. A Polícia Civil alerta a população para desconfiar de contatos inesperados envolvendo exames médicos e recomenda que pacientes confirmem diretamente com os hospitais antes de efetuar qualquer pagamento. Veja também Tráfico internacional escondia cocaína em estômagos de bolivianos.

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