Os primeiros meses de 2025 acenderam um sinal de alerta para a saúde pública no estado do Rio de Janeiro. Dados recentes revelam que os casos de bronquiolite aumentaram de forma significativa em relação ao mesmo período do ano passado, representando uma alta de aproximadamente 19%. A doença, que afeta principalmente bebês e crianças pequenas, tem demandado ações emergenciais das autoridades de saúde, incluindo ampliação de leitos hospitalares e capacitação de equipes médicas para identificar e tratar rapidamente os sintomas respiratórios mais graves. O cenário, embora alarmante, tem sido acompanhado de perto pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), que busca conter a escalada de casos por meio de estratégias assistenciais e preventivas.
Crescimento expressivo dos casos e resposta do governo
Segundo levantamento realizado pela Gerência de Doenças Imunopreveníveis da SES, foram registrados 139 casos de bronquiolite entre janeiro e março deste ano, contra 116 no mesmo intervalo de 2024. Em resposta a esse avanço, o governo estadual referenciou duas unidades de saúde especializadas para atendimento dos quadros mais severos.
O Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, e o Hospital Estadual Zilda Arns, em Volta Redonda. Juntas, essas unidades somam 75 leitos de terapia intensiva dedicados ao tratamento da doença, sendo 40 no Ricardo Cruz e 35 no Zilda Arns.
Capacitação e prevenção como estratégias de enfrentamento
Com o intuito de conter o avanço da bronquiolite, a Secretaria tem investido na formação de profissionais que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e serviços de emergência. O foco está na identificação precoce dos sintomas, o que possibilita intervenções imediatas e pode evitar complicações.
Entre as medidas orientadas pelos especialistas estão manter os ambientes bem ventilados, reforçar a higiene das mãos e garantir a atualização do calendário vacinal das crianças.
Doença viral que exige vigilância constante
A bronquiolite é provocada, em grande parte dos casos, pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por uma parcela significativa das internações pediátricas por síndromes respiratórias. O quadro clínico inclui sintomas como coriza, tosse persistente, febre baixa, fadiga e dificuldade respiratória.
Nos casos mais graves, pode haver coloração azulada nos lábios, o que sinaliza baixa oxigenação. O tratamento geralmente envolve suporte com oxigênio e hidratação venosa.
Tendência de queda em março ainda exige cautela
Apesar do aumento no total acumulado do primeiro trimestre, os dados de março isoladamente mostram uma retração. Em 2024, foram 96 casos registrados no mês, enquanto em 2025 o número caiu para 75 — uma redução de 21%.
Mesmo com esse recuo pontual, a SES reforça a importância da vigilância constante e da busca por atendimento médico diante de qualquer indício de complicação respiratória, especialmente em crianças pequenas.
Recomendações para pais e responsáveis
As autoridades de saúde reiteram a importância de que pais e responsáveis estejam atentos aos sinais iniciais da bronquiolite. A orientação é procurar atendimento médico imediato ao perceber sintomas como tosse intensa, respiração acelerada ou dificuldade para se alimentar.
A prevenção, por meio de hábitos de higiene e imunização adequada, segue sendo a principal aliada para conter a propagação do vírus e proteger os pequenos. Ver também Nova esperança no combate ao Alzheimer: Anvisa aprova medicamento inovador para estágios iniciais da doença.





