Demora em emitir MP do Piso da Enfermagem provoca Greve Geral dos Profissionais

Demora em emitir MP do Piso da Enfermagem provoca Greve Geral dos Profissionais

Os profissionais de Enfermagem, tem lutado por anos por diversos direitos trabalhistas, mas as conquistas não tem sido fáceis. Um exemplo disso, é o que diz respeito ao Piso da Enfermagem, ou seja, piso dos Enfermeiros, Técnicos, Auxiliares de Enfermagem e Parteiras, que tem sido veementemente combatido impedindo a sua implantação.

Enfermagem em Luta pelo Piso Salarial

Em 2022, a Enfermagem avançou em suas conquistas políticas. Mediante o apoio politico quase que unanimidade dos Deputados e Senadores, esses profissionais conquistaram através da Lei nº 14.434 o Piso Salarial dos Enfermeiros, Técncios, Auxiliares de Enfermagem e Parteiras. O que parecia ter sido um problema resolvido, logo logo mostrou que não.

Imediatamente após a aprovação da Lei do Piso da Enfermagem, empresários de instituições hospitalares se revoltaram com a nova lei e juntos, solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF), que a lei fosse revogada.

O STF atendeu parcialmente o pedido dos empresários, emitindo então uma decisão de suspensão da Lei nº 14.434 por um período de 60 dias até que o Governo Federal apontasse o recurso financeiro para o pagamento do novo salário. As instituições se justificaram dizendo não haver recursos suficientes para o pagamento do Piso e alertam sobre uma alta taxa de demissões, o que provocaria um colapso na saúde caso o problema não fosse resolvido.

Como não houve uma solução entre os 60 dias da liminar, o STF decidiu permanecer com a liminar sobre o piso salarial da enfermagem até que o problema fosse de fato concluído.

Projeto de Emenda Constitucional nº 27

Ainda no ano de 2022, já bem próximo do recesso do final do ano, a enfermagem fez pressão política sobre deputados e senadores para que o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) nº 27 fosse votado e aprovado. A PEC 27, aponta as fontes de recursos para o piso. Com o forte empenho da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, foi aprovado e promulgado a Emenda Constitucional Nº 127, que aponta os recursos financeiros para o pagamento da remuneração à categoria. Essa EC, aponta os recursos apenas do setor público, Santas Casas e entidades Filantrópicas. O setor privado ainda ficaria sem resolução até a entrada do novo ano legislativo em 2023.

O Presidente do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, informaram ao STF sobre a EC 127, e em declaração na Câmara, Rodrigo Pacheco disse que “nada impediria o pagamento do piso da enfermagem“, mas a história ainda não teve fim.

Em resposta, o STF disse que a Emenda Constitucional Nº 127, precisará de uma Lei Complementar, autorizando os recursos e o repasse da verba federal para os estados e municípios. Políticos envolvidos na causa declararam que essa lei complementar poderia ser uma Medida Provisória (MP).

O que falta para pagar o Piso da Enfermagem?

Para o pagamento do piso salarial da enfermagem, agora é necessário que o Governo Federal, através do então Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, edite e publique uma Medida Provisória autorizando o repasse dos recursos.

Recentemente, o Presidente Lula fez uma declaração a favor do piso da enfermagem. Essa declaração aconteceu exatamente no dia 14 de fevereiro, data em que a enfermagem fazia uma manifestação nacional, que nada passou de apenas declarações, pois até o presente momento não foi emitida a Medida Provisória.

O Fórum Nacional da Enfermagem, convocou os profissionais da categoria para a paralisação que aconteceu no dia 14 de fevereiro e para a Greve Geral no dia 10 de março de 2023, caso o problema da enfermagem não fosse resolvido.

O Ministério da Saúde e o Piso da Enfermagem

O Governo Federal, juntamente com o Ministério da Saúde, está avaliando o impacto fiscal e financeiro do piso salarial da Enfermagem. A definição do tamanho desse impacto financeiro, é o que ainda está impedindo a publicação da Medida Provisória para destravar os pagamentos. Essa declaração foi feita recentemente pelo prórprio Presidente Lula e confirmada logo em seguida pela Ministra do Ministério da Saúde.

A demora da implantação do piso, a morosidade no processo de resolução desse problema, tem feito a categoria de Enfermagem decidir pela Greve Geral da Enfermagem 2023, programada para o dia 10 de março.

Pela Lei 14.434, de 2022, o valor do piso salarial da enfermagem, fica estabelecido da seguinte forma:

  • Enfermeiros R$ 4.750
  • Técnicos de Enfermagem R$ 3.325
  • Auxiliares de Enfermagem e das parteiras também no valor de R$ 2.375.

Com a indefinição de uma resolução sólida, a categoria se mobiliza para Greve Geral. A indignação da profissão é de que os direitos conquistados não estão sendo garantidos.

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